
O D³e participou do 11º episódio da série “Histórias de Mudança”, promovida pela Coalizão Brasileira pelas Evidências. Com o tema “Promoção de saúde mental nas escolas: como o D³e mobiliza evidências, advocacy e políticas públicas”, a live reuniu Olivia Silveira e Marcellus Araújo para discutir estratégias de fortalecimento da saúde mental no contexto escolar e sua relação com a prevenção das violências nas escolas.
Ao longo da conversa, o D³e apresentou sua trajetória institucional na produção, tradução e articulação de evidências científicas voltadas à qualificação das decisões em educação pública. A organização destacou como a agenda de saúde mental ganhou centralidade nos últimos anos, especialmente diante do aumento das preocupações com violência extrema nas escolas e da necessidade de respostas intersetoriais que articulem educação, saúde, assistência social, direitos humanos e participação juvenil.
A live evidenciou que a atuação do D³e tem se estruturado em três dimensões integradas: produção de conhecimento, mobilização de atores e incidência política. Nesse processo, a organização vem desenvolvendo estudos aplicados, sistematizando evidências nacionais e internacionais e promovendo diálogos entre gestores públicos, sociedade civil, Legislativo e órgãos do Executivo.
Entre os materiais apresentados durante o encontro estão publicações desenvolvidas em parceria com B3 Social e Fundação José Luiz Setúbal | Infinis – Instituto Futuro é Infância Saudável, como o relatório Ataques de violência extrema em escolas no Brasil: causas e caminhos, a síntese de evidências sobre promoção de saúde mental no contexto escolar, o Guia de articulação entre escolas e a rede de proteção à criança e ao adolescente, além de estudos sobre violência armada e relação escola-família.
Durante a discussão, Olivia Silveira e Marcellus Araújo ressaltaram que o enfrentamento da violência nas escolas não pode se restringir a respostas emergenciais ou exclusivamente securitárias. A promoção de saúde mental foi apresentada como uma estratégia estruturante de prevenção, capaz de fortalecer vínculos, ampliar redes de proteção e criar ambientes escolares mais acolhedores e seguros.
A conversa também abordou os desafios envolvidos na tradução de evidências para diferentes públicos e na construção de consensos entre atores com interesses diversos. Nesse contexto, o D³e destacou a importância da credibilidade técnica, da construção de agendas colaborativas e da atuação híbrida entre conhecimento e incidência política.
Entre os resultados compartilhados na live estão a aproximação com a Frente Parlamentar Mista da Educação, o diálogo com ministérios e órgãos federais, a inclusão de dados na plataforma ObservaDH do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, a realização do evento “Tecendo Proteções”, que reuniu mais de 100 organizações, e a participação em espaços internacionais de debate sobre prevenção da violência e promoção de saúde mental nas escolas.
Ao final do encontro, os participantes reforçaram que evidências, por si só, não transformam políticas públicas. A mudança depende da capacidade de conectar conhecimento, atores e processos institucionais, fortalecendo pontes entre pesquisa, gestão e prática.