Estratégias de Recomposição das Aprendizagens: desafios e oportunidades

O documento foi desenvolvido pelo D³e – Dados para um Debate Democrático na Educação, com autoria de Mariane Koslinski e Tiago Bartholo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e apresenta evidências sobre estratégias eficazes para recompor as aprendizagens após a pandemia de Covid-19. A síntese baseia-se em revisões sistemáticas e meta-análises conduzidas por instituições internacionais de referência, como a Education Endowment Foundation (EEF), o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a UNESCO e a OCDE, além de artigos científicos com desenhos experimentais e quase-experimentais.

A síntese de evidências é lançada logo após o lançamento do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens pelo Governo Federal, iniciativa desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com entes nacionais, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e parceiros técnicos. O Pacto tem como objetivo oferecer apoio financeiro e técnico para que estados e municípios implementem ações e programas voltados à melhoria dos índices de aprendizagem. Nesse contexto, o estudo do D³e contribui para o debate público ao sistematizar evidências que podem orientar políticas educacionais e fortalecer a capacidade das redes de ensino em responder aos desafios pós-pandemia.

O relatório propõe um conjunto de recomendações práticas aos gestores públicos, com destaque para a adoção de estratégias comprovadamente eficazes — como tutoria individual, em pequenos grupos, on-line ou entre pares —, o uso de avaliações diagnósticas para orientar o foco das ações, e o investimento na formação e supervisão de tutores qualificados. Defende ainda que a recomposição seja integrada ao currículo regular, articulada a políticas de formação docente e avaliação, e acompanhada por estudos rigorosos de impacto para garantir a efetividade e o aprimoramento contínuo das iniciativas.

Considerar a recomposição das aprendizagens como prioridade na agenda educacional é essencial para enfrentar as consequências de longo prazo da pandemia e reduzir desigualdades históricas no acesso e na qualidade da Educação Básica. Ao promover o debate público baseado em evidências, o estudo reforça a importância de políticas sustentáveis que assegurem a todas as crianças e jovens o direito de aprender e se desenvolver plenamente.

Este material fez parte de um projeto realizado para a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) com o objetivo de apoiar as equipes da secretaria no uso de evidências científicas para a elaboração de estratégias educacionais

Síntese de Evidências

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