Veja as dicas para proteger crianças e adolescentes nas redes sociais

Em entrevista à CNN Brasil, a pesquisadora Vládia Jucá, do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Ceará, alerta que a exposição excessiva de crianças nas redes sociais pode gerar impactos emocionais e psicológicos duradouros, sobretudo quando as famílias compartilham conteúdos que ultrapassam limites de privacidade. Ela destaca que crianças ainda não têm recursos psíquicos para lidar com julgamentos, comparações e cobranças típicas do ambiente digital, o que pode comprometer o desenvolvimento da autoestima e da identidade.

Vládia, autora do Guia para a articulação entre escolas e a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, também chama atenção para a “adultização” promovida pelas redes, quando meninas e meninos são estimulados a reproduzir comportamentos e estéticas adultas para agradar ao público ou algoritmos. Para ela, é essencial que pais e responsáveis compreendam que “a internet não é uma extensão da vida real”, mas um espaço que requer mediação e cuidado. A pesquisadora reforça que a proteção digital é uma responsabilidade coletiva, que deve envolver tanto as famílias quanto as instituições educacionais e o Estado.

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