Educação ambiental nos currículos escolares
O documento foi desenvolvido pelo D³e – Dados para um Debate Democrático na Educação, em parceria com o Movimento Pela Base, e apresenta um conjunto de evidências nacionais e internacionais sobre como fortalecer a Educação Ambiental nos currículos escolares brasileiros, especialmente no que diz respeito às mudanças climáticas e à conservação da biodiversidade. Elaborado por Mayla Valenti, Ariane Di Tullio, Andréia Nasser Figueiredo e Flávia Torreão Thiemann, o estudo se baseia em extensa revisão bibliográfica, consultas a bases de periódicos nacionais e internacionais, publicações da UNESCO e documentos oficiais do governo brasileiro, além de uma roda de conversa com especialistas, gestores e educadores de diferentes regiões do país.
A atualização recente da Política Nacional de Educação Ambiental reforça a centralidade das mudanças climáticas e da biodiversidade no currículo, ao mesmo tempo em que o país enfrenta desafios urgentes relacionados a eventos climáticos extremos, desigualdades socioambientais e à necessidade de alinhamento entre normativas educacionais e práticas escolares. Nesse cenário, o documento oferece subsídios para que redes de ensino avancem na implementação de currículos mais coerentes com as demandas contemporâneas e com os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil.
Como caminhos propostos, o relatório recomenda o fortalecimento da Educação Ambiental como dimensão estruturante dos currículos, com diretrizes mais explícitas na BNCC e nas DCNEA; formação docente inicial e continuada que contemple a temática de forma obrigatória e interdisciplinar; garantia de recursos específicos para ações e projetos ambientais nas escolas; integração de metodologias participativas, vivenciais e contextualizadas; valorização de saberes tradicionais e comunitários; e políticas subnacionais que assegurem a obrigatoriedade e a institucionalização da Educação Ambiental, considerando as especificidades de cada território.
A nota ressalta a importância de que o tema ocupe lugar prioritário na agenda pública educacional. Diante da crise ambiental global, incorporar a Educação Ambiental e Climática de forma robusta e transformadora nos currículos é fundamental para formar estudantes críticos, engajados e capazes de agir em seus territórios. Ao trazer evidências sólidas e recomendações práticas, o documento contribui para ampliar o debate e fortalecer a construção de políticas educacionais que promovam justiça ambiental, equidade e sustentabilidade para as próximas gerações.