Riscos das redes sociais para crianças e adolescentes exigem atenção e proteção
Em entrevista para A Crítica, Vládia Jucá salienta que a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais exige uma atuação coletiva: “a gente tem um conjunto de setores e de equipamentos que, articulados, compõem a Rede de Assistência e de Proteção a Crianças e Adolescentes”. A pesquisadora, autora do Guia para a articulação entre as escolas e a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente, destaca que essa rede precisa ter “função protetiva […] antes da criança e do adolescente se encontrar em uma situação de risco, como também pode ser acionada quando já está numa situação de risco”.
Ela também enfatiza que o trabalho das redes deve alcançar os espaços onde crianças e jovens realmente estão — inclusive no ambiente digital: “Essa rede envolve escolas […] equipamentos de saúde, de assistência social, Justiça […] todos eles devem atuar em conjunto para garantir a proteção das crianças e adolescentes.”